sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

CALMA


Se você está no ponto de estourar mentalmente, silencie alguns instantes para pensar. 

Se o motivo é moléstia no próprio corpo, a intranquilidade traz o pior. 

Se a razão é enfermidade em pessoa querida, o seu desajuste é fator agravante. 

Se perdeu alguma afeição, a queixa tornará você uma pessoa menos simpática junto de outros amigos. 

Se perdeu alguma oportunidade valiosa, a inquietação é desperdício de tempo. 

Se estorvos aparecem, o ato de esbravejar afastará de você o concurso espontâneo. 

Se você praticou um erro, o desespero é porta aberta a faltas maiores. 

Se você não atingiu o que desejava, a impaciência fará mais larga distância entre você e o objetivo a alcançar. 

Seja qual for a dificuldade, conserve a calma, trabalhando, porque, em todo problema, a serenidade é o teto da alma, pedindo o serviço por solução.



André Luiz / Médium Chico XavierLivro: O Espírito da Verdade (extrato) - Ed. FEB



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Pi Pi


CHAVES LIBERTADORAS


Desgosto. Qualquer contratempo aborrece.

No entanto, sem desgosto, a conquista de experiência é impraticável.

Obstáculo. Todo empeço atrapalha.

Sem obstáculo, porém, nenhum de nós consegue efetuar a superação das próprias deficiências.

Decepção. Qualquer desilusão incomoda.

Todavia, sem decepção, não chegaremos a discernir o certo do errado.

Tentação. Qualquer desafio conturba.

Sem tentação, porém, nunca se mede a própria resistência.

Prejuízo. Todo golpe fere.

Mas, sem prejuízo é quase impossível construir segurança nas relações mútuas.

Não podemos louvar as dificuldades que nos rodeiam, mas reconheçamos que, sem elas, eternizaríamos paixões, enganos, desequilíbrios e desacertos.

Será justo, portanto, interpretá-las por chaves libertadoras, que funcionam para que nosso espírito mude para o que deve ser.



André Luiz / Médium Chico XavierLivro: Paz e Renovação (extrato) - Ed. IDE



quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

DEMOCRACIA


AFINIDADE E SINTONIA


A sintonia psíquica constitui fator relevante nas doenças.

Fenômeno inconsciente oriundo de nossos hábitos mentais, ela exige profundo exame e acurado esforço para que abandonemos as faixas do abatimento e viciação e ascendamos às que dão forças e estímulos para os empreendimentos de sucesso.

Acomodados nos velhos hábitos do personalismo, permanecemos em sintonia com o mal e essa situação cria graves uniões com espíritos ignorantes e pervertidos.

Em toda enfermidade existe sempre uma predisposição orgânica e psíquica, decorrente do pretérito espiritual ou da vivência atual.

Conveniente por isso o cultivo do otimismo e a realização de trabalhos que induzam a mente indisciplinada a novos hábitos.

A doença como a saúde resulta invariavelmente da posição interior de cada um.

Toda ascese decorre em clima de sacrifício

A renovação exige esforço.

A liberdade propõe disciplina.



Joanna de Ângelis / Médium Divaldo FrancoLivro: Leis Morais da Vida (extrato) 


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

ESTE DIA

Este dia é o seu melhor tempo, o instante de agora.

Se você guarda inclinação para a tristeza, este é o ensejo de meditar na alegria da vida e de aceitar-lhe a mensagem de renovação permanente.

Se a doença permanece em sua companhia, surgiu a ocasião de tratar-se com segurança.

Se você errou, está no passo de acesso ao reajuste.

Se algum plano de trabalho está incubado em seu pensamento, agora é o momento de começar a realizá-lo.

Se deseja fazer alguma boa ação, apareceu o instante de promovê-la.

Se alguém aguarda suas desculpas, chegou a hora de você dá-las e de sorrir de novo.

Se alguma visita afetiva espera por você, chegou o tempo de atendê-la.

Este dia é um presente de Deus, em nosso auxílio; de nós depende aquilo que venhamos a fazer com ele.


André Luiz / Médium Chico XavierLivro: Estude e Viva (extrato) - Ed. FEB


domingo, 5 de fevereiro de 2012

Imagine um jogo de futebol diferente


Culto Cristão no Lar

O culto do Evangelho no lar não é uma inovação. É uma necessidade em toda parte onde o Cristianismo lance raízes de aperfeiçoamento e sublimação. A Boa-Nova seguiu da Manjedoura para as praças públicas e avançou da casa humilde de Simão Pedro para a glorificação no Pentecostes. A palavra do Senhor soou, primeiramente, sob o teto simples de Nazaré e, certo, se fará ouvir, de novo, por nosso intermédio, antes de tudo, no círculo dos nossos familiares e afeiçoados, com os quais devemos atender às obrigações que nos competem no tempo.

Quando o ensinamento do Mestre vibre entre as quatro paredes de um templo doméstico, os pequeninos sacrifícios tecem a felicidade comum.

A observação impensada é ouvida sem revolta.

A calúnia é isolada no algodão do silêncio.

A enfermidade é recebida com calma.

O erro alheio encontra compaixão.

A maldade não encontra brechas para insinuar-se.

E aí, dentro desse paraíso que alguns já estão edificando, a benefício deles e dos outros, o estímulo é um cântico de solidariedade incessante, a bondade é uma fonte inexaurível de paz e entendimento, a gentileza é inspiração de todas as horas, o sorriso é a sombra de cada um e a palavra permanece revestida de luz, vinculada ao amor que o Amigo Celeste nos legou.

Somente depois da experiência evangélica do lar, o coração está realmente habilitado para distribuir o pão divino da Boa-Nova, junto da multidão, embora devamos o esclarecimento amigo e o conselho santificante aos companheiros da romagem humana, em todas as circunstâncias.

Não olvidemos, assim, os impositivos da aplicação com o Cristo, no santuário familiar, onde nos cabe o exemplo de paciência, compreensão, fraternidade, serviço, fé e bom ânimo, sob o reinado legítimo do amor, porque, estudando a Palavra do Céu em quatro Evangelhos, que constituem o Testamento da Luz, somos, cada um de nós, o quinto Evangelho inacabado, mas vivo e atuante, que estamos escrevendo com os próprios testemunhos, a fim de que a nossa vida seja uma revelação de Jesus, aberta ao olhar e à apreciação de todos, sem necessidade de utilizarmos muitas palavras na advertência ou na pregação.

Emmanuel

Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Luz no Lar. Por diversos Espíritos. 8. ed. Rio de Janeiro: FEB, 1997. Cap 1, p. 11-12. 




Coerência e Firmeza

Comporta-te com a mesma firmeza e dignidade, quando a sós ou na multidão, no lar ou fora dele.

O homem de bem é sempre o mesmo, não possuindo duas faces morais.
Trabalhando-te interiormente, fixarás os ideais de enobrecimento nos atos, que se exteriorizarão, sempre iguais, nas mais variadas situações.

O homem consciente das suas responsabilidades tem uma só conduta, seja na vida privada ou na pública, caracterizando-se pela retidão, que lhe expressa a grandeza do ideal esposado.

Se adquires o hábito da dissimulação, em breve derraparás na hipocrisia e na pusilanimidade.

Exercitando-te na concentração dos pensamentos superiores, eles fluirão pelos teus atos no lar, no serviço e nas horas de recreio.

O lar é a sociedade miniaturizada nas fronteiras domésticas.

Aí se forjam os valores indispensáveis para o crescimento intelecto- moral do indivíduo, preparando-o para o mundo.

*

Sê refratário à lisonja.

Prefere uma verdade ácida a uma mentira adocicada.

O lisonjeador é desonesto com aquele a quem elogia.

Interrompe-lhe a insinuação perturbadora, que te atribui valores que não possuis.

Sê, então, coerente, em todos os atos, não amparando o vício, nem passando recibo em favor da fraude, das posturas reprocháveis.

Talvez não mudes o mundo.

Se, no entanto, te tornares melhor, o mundo se terá renovado com disposições superiores para o fanal da fraternidade e da paz.


Divaldo P. Franco. Da obra: Episódios Diários. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis. Capítulo 38. LEAL.