terça-feira, 29 de maio de 2012

Confusão...

Confusão, confusão!
Gritam os inimigos da união.
Que fazer? Socorro pedir?
União, sem medo do porvir.

Na vida tereis lutas
Já nos advertira Jesus
Não te admires pois
De carregares a tua cruz!

Altos e baixos
Sempre tereis na vida
Não são as dificuldades
Que a tornam mais colorida?

Porque desanimar
Perante a adversidade?
Calma, confiança em Deus
E trabalho de continuidade.

Não desesperem nunca
Pois Jesus vela por nós.
Ele é o timoneiro
Nunca estaremos sós!

E assim, passo a passo
Estamos evoluindo
Passam as dificuldades
E na vida vamos sorrindo.


Poeta alegre

Psicografia recebida por JC em 8 Agosto de 2000, na reunião de desobsessão na ACE, C. Rainha, Portugal. 

Fonte: Artigos Espíritas

Valor de "x"


domingo, 27 de maio de 2012

EU TE ODEIO!



Novo mandamento vos dou: Que vocês amem uns aos outros…
Nada mais importa… O resto é perfumaria.
A ordem é amar o vizinho, o colega de escola ou de trabalho.
A ordem é ver a si mesmo no outro e assim sentir-se bem por meio do sucesso alheio.
Para fazer isto, vale tudo:
Se for necessário acreditar que Deus criou todas as coisas em 144 horas, para amar alguém, eu acredito.
Se for necessário acreditar que Jonas foi engolido por uma enguia elétrica, para amar alguém, vale à pena.
Mas, para amar alguém, você pode ou não acreditar nestas coisas. Pois o mandamento é amar.
Mas, mesmo assim, se for necessário crer que Moisés abria os mares e tirava águas de pedra e que dava inveja ao ilusionista David Copperfield, a gente acredita, que importa? O que importa é o Novo Mandamento: Amor!
Vamos deixar Saramago com suas perguntas primárias (“Como pode Deus tirar uma mulher de uma costela?). Talvez Saramago tenha dificuldade de abstrair… Não invista seu tempo e energia com questões primárias, mas foque-se no primordial: Só o amor pode fazer desta uma existência interessante e deste um mundo suportável aos seus habitantes. Fuja das intolerâncias.
Vamos nos focar no novo! O novo é: “Ame Saramago! Ame os que não conseguem abstrair.” Às vezes Saramago não tolera os intolerantes e assim faz-se um deles. Quanto a mim, quero tolerar todos os intolerantes, posto isto ser novo. Isto é amor. Leia Saramago!
Se um harém saiu de Adão, isto não deve ser fator impeditivo para eu ser tolerante com os desprivilegiados. Não deve ser estorvo para eu ajudar o necessitado. Não deve ser encosto para eu não dar a outra face. Sejamos humildes e não arrogantes. Isto também é novo: isto é amor!
Se for necessário eu acreditar que meus antepassados tiveram guelras, mesmo sendo só teoria ainda cientificamente não comprovada, para amar os outros, tá valendo!
Se for necessário acreditar que um Big Bang veio do nada e não de algum criador: beleza, posso também crer nisto para poder destilar amor a todos. Esta é só mais uma teoria cosmológica cientificamente não comprovada, mas é melhor amar que discutir o indiscutível. O amor é eterno. As teorias não. Vamos amar as pessoas com esta teoria ou com as demais que um dia a substituirão.
Para amar alguém, você pode ou não acreditar nestas coisas. Pois o mandamento é amar.
Vamos deixar Richard Dawkins com sua rebeldia juvenil, que está fundando um novo tipo de religião fundamentalista para agredir outros fundamentalistas agressivos. Novos e velhos adolescentes emocionais merecem o nosso amor e compreensão, não ódio. Talvez ele também tenha sido abusado por um clérigo pedófilo em sua infância, sei lá, e hoje está apenas dando o troco na pessoa errada: Deus! Isto Freud explica facinho: “A religião é comparável a uma neurose da infância.” (Sigmund Freud)
Deixemos Dawkins e sua ira de lado: “Não pague o mal como mal, mas pague o mal com o bem” é o novo mandamento. Pode ser que um dia ele entenderá o que leu: que o Velho já passou e hoje estamos no Novo, que é “Amar o outro, tolerar as diferenças e não odiar o outro”. Se Dawkins é fundamentalista, não sejamos também intolerantes religiosos, posto isto ser medieval! Ao contrário, vamos tolerar os diferentes… Isto é novo. Isto é amor.
Jesus nos deu um novo mandamento.
Nada mais importa… O resto é perfumaria.
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Para pensar!

Isto eu encontrei depois de finalizar este artigo:



“A única coisa que um judeu precisa saber é que Moisés ensinou que havia um só Deus para todas pessoas. O resto é irrelevante.

Um cristão precisa saber que o Cristo mensageiro disse para amar o próximo como a si mesmo e Deus sobre todas as coisas. O resto é irrelevante.
Os budistas precisam saber que Buda ensinou que devemos nos desprender de nosso orgulho, ego, cobiça e ambição material. O resto é irrelevante.
A única coisa que um muçulmano precisa saber é que a guerra santa que o profeta ensinou não é uma batalha contra outras crenças. E sim a conquista do nosso próprio mal, tentações e orgulho. O resto é irrelevante.
E a única coisa que um ateu precisa entender é que nós, não um deus distante, somos os responsáveis por nossas atitudes. O resto é irrelevante. “

Valores humanos e morais



 "Acreditamos que para que o homem atinja a perfeição não se pode menosprezar os valores do espírito. Todos estamos formulando votos aos poderes divinos que governam o mundo e a humanidade, para que o homem se volte para dentro de si mesmo a fim de que nós todos, dentro dessa interiorização, venhamos a compreender que sem os valores da alma não podemos avançar muito tão só com os valores físicos que são praticamente transitórios". (Chico Xavier)
O QUE SÃO VALORES HUMANOS

            Os valores humanos são fundamentos morais e espirituais da consciência humana. Todos os seres humanos podem e devem tomar conhecimento dos valores a eles inerentes. A causa dos conflitos que afligem a humanidade está na negação dos valores como suporte e inspiração para o desenvolvimento integral do potencial individual e conseqüentemente do potencial social. Não é possível encontrar o propósito da vida sem esses valores que estão registrados em nosso ser profundo, ainda que adormecidos na mente e latentes na consciência. Os valores são a reserva moral e espiritual reconhecida da condição humana.
            A vivência dos valores alicerça o caráter, e reflete- se na conduta como uma conquista espiritual da personalidade.
            No dinamismo histórico, os valores permaneceram inalteráveis como herança divina em cada um de nós, apontando sempre na direção da evolução pelo auto-conhecimento. Nesse grandioso drama humano, criado por nossos erros e acertos, os valores abrem espaço e trazem inovações essenciais para a sobrevivência da espécie e o cumprimento do papel do ser humano na criação.   Vivemos tempos críticos, violentos e desesperados; isso acontece devido ao fato de grande parte da humanidade ter esquecido seus valores e tê-los considerado até ultrapassados e desinteressantes.
            O medo , o desamor e o engano têm qualificado nossos relacionamentos emotivos e operativos com os nossos semelhantes e com o mundo. Verificamos que, sem o exercício dos valores intrínseco ao ser humano, andamos por caminhos de dor, deteriorando a qualidade de vida no planeta. Neste século, fomos mobilizados por ideologias que inverteram a escala de valores e assim estabeleceram tensões sócio- econômicas, gerando perplexidades, individualismo e desalento. Por outro lado, não podemos deixar de enfocar que, apesar do descompassado desenvolvimento que tivemos, negligenciando o humano em prol da economia e da tecnologia, desse caldo borbulhante de inquietações e discrepâncias surgiu a mudança dos conceitos de poder e felicidade.
            A constatação da ineficácia das coisas materiais, da fama e do poder econômico como portadores de felicidade, trouxe à tona a auto-indagação e a necessidade de mudanças. Pouco a pouco percebemos que a felicidade é uma conquista da alma e portanto independe de circunstâncias ou satisfação de desejos.
            Tudo isso nos obriga a uma redefinição do que é poder; cada vez mais fortemente sentimos que o amor fraterno e o conhecimento compartilhado anulam a disputa e a necessidade de domínio. As relações de poder mudam na medida em que os valores c riam novos significados e maneiras de conceber a vida. Estamos em uma encruzilhada: ou aceitamos a renovação pessoal e social pelo reconhecimento dos valores e os elaboramos interiormente, ou nos agarramos a convicções preconceituosas, arcaicas e individualistas, fugindo do compromisso histórico.
            O resgate dos valores humanos é nosso grande desafio, mas o ser humano tem reservas inesgotáveis de transformação. Temos nos valores morais e espirituais o grande instrumento de aprimoramento e o traço de união dos povos, sem distinção. Os valores promovem a verdadeira prosperidade do homem, da nação e do mundo. "
Valores morais
629 – Que definição se pode dar da moral?
“ A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir  o bem do mal. Funda-se na observância da Lei de Deus. O homem procede bem quando faz tudo pelo bem de todos, porque então cumpre a Lei de Deus” – O Livro dos Espíritos, Allan Kardec, parte III, Das Leis Morais, cap. I.
            Desde o nascimento nos é ensinado o que é certo e errado e a partir disso reproduzimos os valores impostos pela sociedade. Antes de mais nada, valor moral pode ser definido como "respeito à vida", não apenas a vida individual mas sim a vida coletiva, já que vivemos coletivamente, dependendo uns dos outros.
            A última pesquisa de IVH (Índice de Valor Humano) mostrou que na opinião dos brasileiros, de forma geral, o que é necessário mudar no Brasil para a qualidade de vida melhorar de verdade é em primeiro lugar, a educação, seguida de política pública, violência, valores morais e emprego. Já no Estado de São Paulo houve uma variação em relação à opinião nacional, ficando valores morais em primeiro lugar.
            De qualquer modo, a discussão sobre os valores morais se mantém em posição de destaque, visto que a sua compreensão é deveras importante para o bom funcionamento da sociedade como um todo. Mas como e quando ficou definido o que é correto e o que é considerado errado do ponto de vista social? Tanto religião quanto o livre arbítrio do homem se relacionam com a construção dos ideais de ética e moral, sendo que estes são passados de geração para geração, numa linha perpétua de integração em nossa sociedade. A religião oferece ao homem os pilares necessários para a interpretação sobre a distinção entre o certo e o errado, e ao homem cabe o livre-arbítrio e bom senso para " moldar" estes pilares de acordo com as necessidades coletivas.
            Mas por que os valores morais são tão importantes na sociedade? Ora, eles são os responsáveis pela manutenção da ordem entre as pessoas, sendo inclusive ensinados desde o berço. É fácil imaginar em que situação o mundo se encontraria atualmente caso o homem ignorasse as leis formuladas a partir dos conceitos de ética e moralidade. É certo que o homem possui o direito de ter sua liberdade de expressão e escolha, porém tudo é passivo de limites. Caso contrário, diante de quaisquer adversidades que surgissem em nosso caminho, retornaríamos ao nosso estado primitivo e resolveríamos todos os problemas de maneira antiquada, desprovida de ética e moral, como fazem os criminosos, notadamente não seguidores dos valores morais.
            Em síntese, valor moral além de ser um instrumento indispensável para o bom funcionamento da sociedade e integração dos indivíduos nela, também significa respeito à vida. À nossa vida e à vida das pessoas ao nosso redor.
            Muitas pessoas acreditam que atualmente alguns valores estejam esquecidos, assim como os morais. E, por isso a sociedade esteja meio perdida. Sendo assim com o esquecimento destes valores morais o comportamento humano passa a ficar cada vez pior, especialmente a relação e o modo como as pessoas passam a viver, a agir e a se comportar com seus semelhantes.
            Valores morais importantes: respeito, gentileza, honestidade, educação, bom-senso, sinceridade, solidariedade, bondade, paciência, ética...
            A partir do momento em que, todas as pessoas praticam estes valores muitas coisas começam a mudar na sociedade. Quando todos se respeitam assim como se deve ser, tudo muda, ou seja, com respeito existindo a coisas se tornam melhores. Quando a educação é praticada por todos há menos brigas, menos discussões acontecem, quando todos praticam atos gentis tudo se modifica. Quando uns ajudam aos outros, sem pensar somente em dinheiro e no individualismo a solidariedade acontece.

 

Como podemos praticar esses valores?


            Podemos começar não jogando lixo nas ruas, não ultrapassando no sinal vermelho, ajudando um idoso a carregar suas compras, cedendo o lugar no ônibus para uma gestante, não se estressando sem necessidade. Pois todas essas são atitudes que podem modificar tudo. São valores morais importantíssimos.
            Comece a praticá-los e passe a perceber como fazem a diferença e realmente são importantes para a sociedade. Por isso é aconselhável que todos os pratiquem e não somente os deixem na teoria.
            Concluímos que os valores humanos e morais são imprescindíveis e extremamente necessários para todos, por isso, para que eles não deixem de existir é necessário que os pratiquemos, e assim serão passados adiante em nossa sociedade.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

"A vida é aquilo que você deseja diariamente"


A sábia frase do nosso saudoso amigo André Luiz, Nos lembra do poder do pensamento. Se acordarmos e agradecermos a Deus por mais um dia de vida, essa gratidão nos trará raios de paz. 


Se levantarmos e falarmos, "nada de ruim irá acontecer comigo!" Você registrará na sua mente que nada de ruim vai acontecer. Lembre-se, o nosso estado físico é o reflexo dos nossos pensamentos. 

Se acordarmos falando: "ai, acho que vou pegar uma gripe!" Pode ter certeza que você pegará essa gripe, pois está registrado na sua mente que ficará doente. 

O rosto é Reflexos do que pensamos. Se está chateado, sorria, se está com um incômodo, sorria, se a amargura bater em sua porta, sorria. Se o seu rosto estiver bem, todo o seu corpo ficará melhor.

Pedimos ao Pai a cura da alma, e lembraremos que a cura do corpo, pertence aos nossos pensamentos positivos, na luz de Deus, Nosso Senhor Jesus Cristo, Nossa Senhora, e todos os espíritos de luz e energias divinas que possam nos ajudar neste nosso caminho.



Humildade...

São tempos de luta
Estes, da humanidade
Buscas uma solução?
Humildade, humildade

Ricos contra pobres
Bem versus maldade
Queres melhorar?
Humildade, humildade.

No lar conturbado
Almejas tranquilidade
Que solução buscar?
Humildade, humildade

No trabalho que t’alimenta
Não tens solidariedade
Não sofras com isso
Humildade, humildade

Junto dos amigos
Não encontras amizade?
Ama tu o próximo,
Humildade, humildade

Em qualquer situação
E em qualquer idade
A solução para tudo
Humildade, humildade

Se assim procederes
Praticando a caridade
Tua vida será um hino
À humildade, humildade

Casimiro Cunha

Psicografia recebida por JC na reunião mediúnica do Centro de Cultura Espírita, C. Rainha, Portugal, em 8 de Maio de 2012 


domingo, 20 de maio de 2012

DEFICIÊNCIAS - Mario Quintana

SUPERSTIÇÃO E ESPIRITISMO


São muitas as superstições. Há os que acreditam na lenda do saci-pererê, da mula sem-cabeça, dá crença de que gato preto dá azar. Há também quem diga que não se deve passar por baixo de escadas, ou que não se deve brindar com refrigerante e outras crendices que absolutamente, não têm nenhum fundamento. Segundo o Novo Dicionário Aurélio, superstição é o sentimento religioso baseado no temor e na ignorância e que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas e à confiança em coisas ineficazes; crendice. Crença em presságios tirados de fatos puramente fortuitos. Apego exagerado e/ou infundado a qualquer coisa: A moça tem a superstição do número treze.
            A Doutrina Espírita credita as superstições à imaginação fantasiosa e à ignorância. Nada é casual, acidental, inopinado ou imprevisto na natureza. O item 2 do capítulo 18 do livro A Gênese, de Allan Kardec, diz que "Tudo na criação é harmonia; tudo revela uma previdência que não se desmente, nem nas menores, nem nas maiores coisas". Na questão 529 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec pergunta:-"Que se deve pensar das balas encantadas, a que se referem algumas lendas e que atingem fatalmente o alvo?"
            A resposta: —Pura imaginação; o homem gosta do maravilhoso e não se contenta com as maravilhas da Natureza. Na complementação da resposta a questão 555, Kardec diz:-"O Espiritismo e o magnetismo nos dão a chave de uma infinidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu muitas fábulas, em que os fatos são exagerados pela imaginação. O conhecimento esclarecido dessas duas ciências, que se resumem numa só, mostrando a realidade das coisas e sua verdadeira causa, é o melhor preservativo contra as idéias supersticiosas, porque revela o que é impossível, o que está nas leis da Natureza e o que não passa de crença ridícula."
            A Ciência descarta as crendices, por não terem fundamento lógico. E o Espiritismo marcha lado a lado com a Ciência. O item 8 do primeiro capítulo de O Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, diz que "A Ciência e a Religião são as duas alavancas da inteligência humana. Uma revela as leis do mundo material, e a outra as leis do mundo moral. Mas aquelas e estas leis, tendo o mesmo princípio, que é Deus, não podem contradizer-se. Se umas forem a negação de outras, umas estarão necessariamente erradas e as outras certas, porque Deus não pode querer destruir a sua própria obra...."
            "A Ciência e a Religião não puderam entender-se até agora, porque, encarando cada uma as coisas do seu ponto de vista exclusivo, repeliam-se mutuamente"..." A instrução do Espírito de Verdade: "Espíritas: amai-vos, eis o primeiro ensinamento; instruí-vos, eis o segundo. Todas as verdades se encontram no Cristianismo; os "erros que nele se enraizaram são de origem humana; e eis que, de além-túmulo, que acreditáveis vazio, vozes vos clamam: Irmãos! Nada perece. Jesus Cristo é o vencedor do mal; sede os vencedores da impiedade!" - O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo 6, item 5, nos conduz a outro raciocínio: quem se instrui, capacita-se a conhecer a verdade e só ela libertará o homem da ignorância.
            O desconhecimento da verdade faz com que o homem permaneça na ignorância, que o conduz à fé cega. Esta, por sua vez, conduz o homem ao fanatismo. Quando se conhece a verdade, trilha-se o caminho da fé raciocinada. Servindo-nos ainda do Evangelho, capítulo 19, item 6: "No seu aspecto religioso, a fé é a crença nos dogmas particulares que constituem as diferentes religiões, e todas elas têm os seus artigos de fé. Nesse sentido, a fé pode ser raciocinada ou cega. A fé cega nada examina, aceitando sem controle o falso e o verdadeiro e a cada passo se choca com a evidência da razão. Levada ao excesso, produz o fanatismo. Quando a fé se firma no erro, cedo eu tarde desmorona. Aquela que tem a verdade por base é a única que tem o futuro assegurado, porque nada deve temer do progresso do conhecimento, já que o verdadeiro na obscuridade também o é à plena luz. Cada religião pretende estar na posse exclusiva da verdade, mas preconizar a fé cega sobre uma questão de crença é confessar a impotência para demonstrar que se está com a razão.
            'No item seguinte deste capítulo, Allan Kardec diz que "Para crer, não basta ver, é necessário sobretudo compreender. A fé cega não é mais deste século". Ora, Kardec disse isso no século passado. Logo, a afirmação está mais do que apropriada. As superstições e crendices são como as bênçãos e maldições, que atraem para o bem ou para o mal as pessoas cujos pensamentos estejam na mesma sintonia daqueles que os emitiram.
            Na complementação da resposta à questão 549 de O Livro dos Espíritos, Kardec explica:-"A dependência em que o homem se encontra, algumas vezes, dos Espíritos inferiores, provém da sua entrega aos maus pensamentos que eles lhe sugerem, e não de qualquer espécie de estipulações feitas entre eles. O pacto, no sentido comum atribuído a essa palavra, é uma alegoria que figura uma natureza má simpatizando com Espíritos malfazejos."
            Na questão 550, Kardec pergunta; "Qual o sentido das lendas fantásticas, segundo as quais certos indivíduos teriam vendido sua alma a Satanás em troca de favores?" A resposta: “-Todas as fábulas encerram um ensinamento e um sentido moral, é o vosso erro é tomá-las ao pé da letra. Essa é uma alegoria que se pode explicar assim: aquele que chama em seu auxílio os Espíritos, para deles obter os dons da fortuna ou qualquer outro favor, rebela-se contra a Providência, renuncia à missão que recebeu e às provas que deve sofrer neste mundo e sofrerá as conseqüências disso na vida futura.
            Isso não quer dizer que sua alma esteja para sempre condenada ao sofrimento. Mas, porque em vez de se desligar da matéria ele se afunda cada vez mais, o gozo que preferiu na Terra não o terá no mundo dos Espíritos, até que resgate a sua falta através de novas provas, talvez maiores e mais penosas. Por seu amor aos gozos materiais coloca-se na dependência dos Espíritos impuros; estabelece-se entre eles um pacto tácito, que o conduz à perdição, mas que sempre lhe será fácil romper com a assistência dos bons Espíritos, desde que o queira com firmeza.

Conclusão:
            Nós espíritas, não acreditamos em superstições e crendices, não acreditamos no acaso, ou que um gato preto, uma data ou até mesmo um talismã possam modificar ou atrapalhar o andamento e o rumo das nossas vidas.
            Reputar a essas coisas legitimidade de decidir ou modificar nossas vidas, é passar nossa responsabilidade a terceiros, esquecendo-nos da lei de efeito e causa ou lei de ação e reação.
            Somos responsáveis por tudo que nós acontece, pois temos o livre-arbítrio e o poder de tomar decisões a todos os instantes, o que automaticamente nos deixa expostos as conseqüências  dessas decisões, ou seja , causa e efeito, que é comumente traduzido no espiritismo pela expressão  “ a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória.”
            Superstição é um sentimento religioso baseado no temor e na ignorância, o que induz ao conhecimento de falsos deveres, ao receio de coisas fantásticas, ou seja, justamente ao contrario do espiritismo que não aceita dogmas, é baseado na fé raciocinada onde tudo há um porquê e um motivo justo e racional para acontecer.
            Como imaginar que um simples gato preto ou a presença de uma inocente coruja no telhado possa significar males maiores? Como aceitar a idéia de que o pé que primeiro pisa no chão, de manhã, possa determinar as ocorrências do dia? E mais, como entender o absurdo de devemos sair pela mesma porta que entramos? E que tipo de influência a roupa branca pode causar na passagem de ano?                               Ou será mesmo que acreditamos que bater três vezes na madeira pode alterar o rumo das coisas? E tem algo a ver com a grandeza da vida o fato de ingerirmos certos alimentos em determinados dias, por imposição de medos imaginários? 
            Ora, convenhamos! Nossa felicidade ou nossa desdita estão determinadas pela postura e comportamento que adotamos. São as opções de vida que determinam os acontecimentos. Opções de caráter reto, digno, honesto, geram resultados de paz de consciência. Atos imorais geram aflições, intranqüilidade. Algum absurdo nisto?
            São os pensamentos, a intenção e a vontade que atraem situações provocadoras de aflições ou sofrimentos. Pensando no mal, alimentando inveja e ciúme, rancor ou sentimento de vingança, atraímos exatamente essas ondas mentais que conviverão conosco e naturalmente facilitarão ocorrências desagradáveis. O inverso também é real: pensando no bem, nutrindo pensamentos de amor ao próximo, de confiança em Deus, estaremos sintonizados com o bem geral que governa o Universo, para desfrutar de paz e harmonia interior.
            Gestos, roupas especiais, objetos materiais, acessórios místicos, atitudes impostas por padrões que escapam ao exame do raciocínio e da lógica, nenhuma influência possuem para nos proteger ou mudar o rumo dos acontecimentos. Estes são sim alterados pela nossa decisão e opção mental. Se achamos que o chamado “mal feito” vai nos atingir, estaremos entregues à prisão mental que nós mesmos criamos. 
            Já é hora de nos libertarmos de tais bobagens. Aprendamos a viver livres de superstições, tomando posse de nossa herança de filhos de Deus que devem buscar continuamente o próprio aperfeiçoamento, ao invés de nos prendermos a idéias impostas para criar medo e dependência. Esses condicionamentos só existem na mente de quem os aceita. E cada um de nós tem o dever de construir a sua e a felicidade alheia.
            Afinal, vivemos para que? Satisfação egoística, medos condicionados ou felicidade construída dia-a-dia?