domingo, 10 de fevereiro de 2013

Simpatias e antipatias espirituais















Questões para debate


1. De que princípio decorre a afeição particular que une duas pessoas?
2. A afeição que une as pessoas na Terra continua a existir no mundo espiritual?
3. É correto afirmar que é da discórdia que nascem os nossos males?
4. A maldade é um estado permanente ou transitório dos homens?
5. Que é que pode quebrar o círculo vicioso do ódio? 




Texto para leitura 

A afeição que une dois seres persiste na vida espiritual 


1. Como seres inteligentes da Criação, os Espíritos cultivam entre si a simpatia geral determinada por suas próprias semelhanças. Além dessa simpatia de caráter geral, há ainda as afeições particulares, tal como se dá entre os homens. 
2. Essa afeição particular decorre do princípio de afinidade, que resulta de uma “perfeita concordância de seus pendores e instintos”. 
3. Assim como há simpatias entre os Espíritos, há também entre eles antipatias, alimentadas pelo ódio, que geram inimizades e dissensões. Esse sentimento só existe, porém, entre os Espíritos impuros, que não conseguiram vencer ainda, em si mesmos, o orgulho e o egoísmo. Como exercem influência junto aos homens, acabam estimulando nestes os desentendimentos e as discórdias, muito comuns na existência humana.  
4. Desde que originada de verdadeira simpatia, a afeição que dois seres se consagram na Terra continua a existir no mundo espiritual.
Da discórdia é que nascem todos os males humanos 

5. Sabemos que os Espíritos a quem fizemos mal neste mundo poderão perdoar-nos, se já forem bons e de acordo com nosso próprio arrependimento. Se, porém, forem maus, poderão guardar ressentimento e perseguir-nos até mesmo em outras existências.  
6. Como ensinam os Espíritos superiores, é da discórdia que nascem todos os males humanos; da concórdia resulta a completa felicidade. É preciso, pois, que nos esforcemos por viver harmoniosamente com os nossos familiares, colegas e companheiros de trabalho. 
7. Como um dos objetivos da encarnação é o de trabalharmos no sentido de nos melhorarmos interiormente e chegarmos à perfeição espiritual, compreendemos melhor a afirmação de Jesus quando nos disse: “Amai os vossos inimigos”, porquanto só há prejuízo para o Espírito que tenha inimigos por força do mal que haja praticado, uma vez que os inimigos são obstáculos em sua caminhada e essa inimizade gera infelicidade e atraso em seu progresso espiritual. 

Só o amor pode quebrar o círculo vicioso do ódio 

8. Admitindo-se, como ensina o Espiritismo, que a maldade não é um estado permanente dos homens, que ela decorre de uma imperfeição temporária e que, assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará bom, compreenderemos também que nossa meta maior é superar a maldade que existe em nós e nos outros.  
9. Ora, só a manifestação de amor de nossa parte pode quebrar o círculo vicioso do ódio, que continua a existir, muitas vezes, mesmo depois da morte física. 
10. O período mais propício a esse esforço é, sem dúvida, quando estamos juntos dos nossos inimigos, convivendo com eles, na condição de encarnados ou desencarnados, pois é quando temos as melhores oportunidades de testemunhar nossos propósito de cultivar a concórdia para com todos e, dessa forma, substituir os laços de ódio que nos ligam pelos laços de amor que passarão a nos unir.

Respostas às questões propostas

1. De que princípio decorre a afeição particular que une duas pessoas? R.: Os Espíritos cultivam entre si a simpatia geral determinada por suas próprias semelhanças, mas há, além dessa simpatia de caráter geral, as afeições particulares, tal como se dá entre os homens. Essa afeição particular decorre do princípio de afinidade, que resulta de uma perfeita concordância de seus pendores e instintos.

2. A afeição que une as pessoas na Terra continua a existir no mundo espiritual? R.: Sim. Desde que originada de verdadeira simpatia, a afeição que dois seres se consagram na Terra continua a existir no mundo espiritual.  

3. É correto afirmar que é da discórdia que nascem os nossos males? R.: Segundo o Espiritismo, é da discórdia que nascem todos os males humanos, e da concórdia resulta a completa felicidade. É preciso, pois, que nos esforcemos por viver harmoniosamente com os nossos familiares, colegas e companheiros de trabalho. 

4. A maldade é um estado permanente ou transitório dos homens? R.: A maldade não é um estado permanente dos homens. Ela decorre de uma imperfeição temporária. Assim como a criança se corrige dos seus defeitos, o homem mau reconhecerá um dia os seus erros e se tornará um indivíduo melhor. 

5. Que é que pode quebrar o círculo vicioso do ódio? R.: Só a manifestação de amor de nossa parte pode quebrar o círculo vicioso do ódio, e o período mais propício a esse esforço é, sem dúvida, quando estamos juntos dos nossos inimigos, convivendo com eles, na condição de encarnados ou desencarnados, pois é quando temos as melhores oportunidades de testemunhar nossos propósito de cultivar a concórdia para com todos e, dessa forma, substituir os laços de ódio que nos ligam pelos laços de amor que passarão a nos unir.
 
Bibliografia:
O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, itens 298 e 301.    
O Evangelho segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, capítulo 12, itens 5 e 6.


domingo, 27 de janeiro de 2013

PRÁTICA ESPÍRITA



Se você já consegue: encontrar no serviço a fonte da paz; impedir a intromissão do desânimo, à frente das boas obras, e continua trabalhando; ouvir a incompreensão e prosseguir compreendendo;sustar o impulso da cólera; guardar paciência em todas as provações; colocar-se em lugar do próximo, nas horas difíceis; perceber que as suas dores são iguais às dores do próximo; auxiliar sem esperar esse ou aquele pedido de auxílio; discernir entre consciência e conveniência e seguir a consciência por mais áspero que seja o caminho que ela esteja indicando;  e confiar, sem desfalecer, na vitória do bem, ainda mesmo quando tudo pareça sob o domínio do mal... então guarde a certeza de que a sua prática espírita estará alcançando valioso nível de elevação. - Prática Espírita – Chico Xavier/Albino Teixeira

            A Doutrina Espírita em sua função social tem como objetivo maior a renovação moral do ser humano. O Espiritismo propõe sob a luz do Evangelho de Jesus a educação integral do homem.
            É muito importante que busquemos na simplicidade da prática espírita o Amor, como o elemento mais valioso no resgate dos que, desorientados e aflitos, buscam ajuda nas casas espíritas, onde trabalhamos.
            No trabalho de acolhimento e ajuda no Centro Espírita, precisamos nos armar de paciência e muita humildade, externando gestos de amor e caridade para os que sofrem e necessitam dos recursos espíritas para minimizar suas dores morais. Lembremo-nos que caridade é benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições alheias, perdão das ofensas, doando do que temos e do que somos.
            O verdadeiro espírita estuda, busca o aprimoramento intimo, ajuda e se escuda no Evangelho para prosseguir fiel à Codificação Espírita.    Reconhece suas limitações e se esforça constantemente para melhorar sua condição de obreiro do bem, conjugando seu desejo de servir com a busca do conhecimento através do estudo e da compreensão das finalidades da Casa onde labora.
            Quando o Espírito de Verdade  nos concita ao ‘amai-vos e instruí-vos’, alerta-nos da necessidade do amor em nossas práticas, mas é imperativo ao afirmar que não nos esqueçamos do estudo e assim discerniremos com maior clareza o que convém ou o que não é lícito realizar, e não burlarmos as propostas de nossa Doutrina. Espíritas despreparados, equivocados e sem embasamento doutrinário comprometem e retardam o trabalho de renovação moral da Humanidade, deixando-se arrastar pela vaidade, pelos modismos e adaptações inadequadas à pureza dos princípios doutrinários.
            Raros são os espíritos que assumem a autoria de seus erros e, de livre iniciativa, se dispõem a corrigi-los, criando oportunidades reencarnatórias para tanto; a maioria vive negando o que fez, lançando sobre os outros a culpa de seus equívocos e desmandos.
            Nunca estamos satisfeitos com o que somos ou representamos diante dos outros, e, no íntimo, alimentamos a esperança de superioridade em relação aos demais: é o nosso orgulho que fala mais alto e não nos permite encarar a realidade da indigência espiritual em que vivemos há séculos...
            Enquanto não formos mais honestos e transparentes, admitindo com sinceridade a extensão de nossos deslizes perante a Lei, não começaremos a mudar; reencarnaremos – aliás, como vem acontecendo – sucessivas vezes e sequer daremos conta da própria imortalidade: no corpo ou fora dele, seremos sempre os mesmos, quase sem efetuar nenhum progresso de ordem moral e, quiçá, intelectual. Vivemos tão embotados psiquicamente, que não percebemos o que sucede conosco. Enquanto o espírito não começar a transcender a matéria, ele não se integrará com a Criação Divina e viverá, por milênios, escravo de suas rasteiras sensações.
            O mundo é resultado de nossa projeção mental, de nossas aspirações, desejos, sonhos e ideais. E isto não poderá acontecer sem o concurso da dor. Pois é no cadinho das provas que o espírito amadurece.
O Espiritismo é a restauração do Cristianismo, é a sua revivescência, no entanto, os próprios espíritas, imperceptivelmente, vêm se afastando da aplicação do Evangelho em suas vidas; preocupados com a dinâmica da revelação, muitos andam esquecidos de colocar em prática as virtudes da caridade de uns para com os outros, da tolerância fraternal, da paciência, da humildade, do desinteresse. A mediunidade tornou-se um fator obsessivo para muitos; mediunidade nunca foi e nunca será característica de grandeza espiritual para ninguém. Na atualidade, há mais médiuns colocando palavras na boca dos espíritos do que espíritos colocando palavras na boca dos médiuns; há mais médiuns subjugando a mediunidade aos seus propósitos que a ela se sujeitando, no exato desempenho de seus deveres. Em essência, prática mediúnica é exercício de desapego. Hoje, a maioria dos médiuns, quer  mais cargos nos Centro Espírita, do que os encargos advindos dos cargos. Com Jesus, retribuir o mal com o bem é simples obrigação. “E se vós amais somente aos que vos amam, que merecimento tereis?  Os pecadores também amam os que os amam”. O segredo da Vida não está com quem conhece a Verdade, mas com quem sabe amar, incondicionalmente. Entre o homem e Deus, a ponte de ligação é o próximo! Enquanto não compreendermos isto, não estaremos na vivência plena do Evangelho.
            Allan Kardec abriu ‘picadas’ na selva escura da ignorância humana; não obstante, se desejamos alcançar maior claridade, precisamos caminhar com Jesus e Kardec, objetivando o progresso da humanidade... O conhecimento da Verdade só por si não basta, afinal, não devemos usar mais a Razão do que a Fé. É preciso equilíbrio! O espírita não é um ser superior, e o fato de aderirmos à Doutrina, por si só, não nos torna diferentes dos outros, tão amados por Deus e tão esperados por Ele quanto nós.
            Precisamos aprender a entender, e assim melhor distinguir o que Jesus nos dizia: “... porque escondestes estas coisas aos sábios e prudentes, e as revelastes aos simples e pequeninos”! Entendamos pelos primeiros, que são os orgulhosos, envaidecidos com o seu saber mundano, que se julgam prudentes, pois que negam a Deus, tratando-o de igual para igual, quando não o rejeitam; são os que não querem se comprometer com a Verdade; são os que rotulam de superstição e fanatismo os assuntos pertinentes às religiões, são os que, por seus títulos, julgam saber mais que os outros; são os que cumulam o Criador de exigências, lançando desafios aos Céus e fixando um preço para a sua conversão, são os que se constituem em obstáculo ao progresso moral da Humanidade; são, muitas vezes, os nossos irmãos de Ideal, que se opõem sistematicamente uns aos outros, não com o intuito de preservar a unidade da Doutrina, mas, sob a influência de entidades infelizes, defender escusas intenções... Os doutos e prudentes somos nós, que ainda não aceitamos Jesus em definitivo, em nossos corações!
Somos nós que relutamos em nos renovarmos intimamente...
            Nós que não aprendemos a renunciar o bastante em prol da Causa que abraçamos; que não nos animamos a seguir o Mestre na subida gloriosa do Calvário, que nos rebelamos contra o fardo que nos pesa aos ombros e nos sentimos injustiçados pela vida...
            Somos nós que não nos encorajamos à iniciativa do perdão, da renuncia e do amor incondicional; somos nós que, há séculos, escutamos com desconfiança as promessas do Senhor e vacilamos quando nos conclama: “Se alguém me quiser seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, e siga-me.”; somos nós que anunciamos o Cristo aos outros, na condição de Salvador, traçando limites à sua benéfica influência em nós...
            Sim, somos nós que não caminhamos a segunda milha; que não retribuímos o mal com o bem; que não nos reconciliamos com os adversários; que não tiramos primeiro, a trave que nos impede mais nítida visão; que nos apressamos em julgar as alheias atitudes, esquecidos de que, com a mesma medida que medirmos aos outros, seremos medidos por nossa vez; os que, quase sempre,  estamos prontos para lançar a primeira pedra...
            Enfim, os doutos e prudentes somos nós, espíritos recalcitrantes, repletos de mazelas que, em vão, intentamos disfarçar!...  fonte: http://centroespiritacasadocaminhobp.blogspot.com.br

Nossa conduta espírita

Mal diluiram-se os últimos votos de paz e harmonia para o novo ano e eis que o mal, fera oculta no coração dos homens, reascende feridas em torno do Planeta com redobrado furor, como que ansiando deixar na alma humana uma cicatriz de difícil remoção.
            Em todos os lugares, o rumor contundente da transformação, da mudança, da reavaliação...      Em qualquer recanto que se esteja o sobressalto, a certeza de que não mais é possível olhar o mundo com a inocência de antes, a consciência de que movimentos e atitudes, modos e tendências devem ser revistos para que o espírito acompanhe, sem desfalecer, as transformações planetárias em curso.
            O Espiritismo avança a largas braçadas, educando corações e mentes, mas, ainda assim, muitos espíritas conscientes  e sinceros se defrontam, inúmeras vezes, com questionamentos dolorosos acerca do melhor modo de agir perante ocorrências nem sempre felizes que o surpreendem cotidianamente, em todos os setores.  Como o espírita deve ser, como deve agir?
            André Luiz nos alerta que ser um bom espírita não significa benevolência absoluta com tudo e com todos e nem tampouco severidade na mesma medida."É necessário escolher atitude e posição de equilíbrio", não esquecendo de colocar que devemos conhecer a nós mesmos, para que efetuemos essa escolha com mais segurança e verdade..."
            O espírita deve ser verdadeiro, mas não agressivo, manejando a verdade a ponto de convertê-la em tacape na pele dos semelhantes;  Bom, mas não displicente que chegue a favorecer a força do mal, sob o pretexto de cultivar a ternura;         Generoso, mas não perdulário que abrace a prodigalidade excessiva, sufocando as possibilidades de trabalho que despontam nos outros; Doce, mas não tão doce que atinja a dúbia melifluidade (doçura, suavidade), incapaz de assumir determinados compromissos na hora da decisão;         Justo, mas não implacável, em nome da justiça, impedindo a recuperação dos que caem e sofrem. Claro, mas não desabrido, dando a idéia de eleger-se em fiscal de consciências alheias.
Franco, mas não insolente, ferindo os outros;
            Paciente, mas não irresponsável, adotando negligência em nome da gentileza; Tolerante, mas não indiferente, aplaudindo o erro deliberado em benefício da sombra;  Calmo, mas não sossegado que se afogue em preguiça; Confiante, mas não fanático que se abstenha do raciocínio; Persistente, mas não teimoso, viciando-se em rebelar-se;  Diligente, mas não precipitado, destruindo a si próprio.
            "Conhece-te a ti mesmo" - diz a filosofia, e para conhecer a nós mesmos, é necessário escolher atitude e posição de equilíbrio, seja na emotividade ou no pensamento, na palavra ou na ação, porque, efetivamente, o equilíbrio nunca é demais.  ANDRÉ LUIZ ("Opinião Espírita", 7, CEC)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Quer saber o caráter de um homem? Dê-lhe poder!

‎"Quase todos os homens são capazes de suportar adversidades, mas se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder." Abraham Lincoln


terça-feira, 6 de novembro de 2012

O Silêncio


Livro: Vida Feliz
Joanna de Ângelis & Divaldo P. Franco





No tumulto que toma conta do mundo e das pessoas, reserva-te alguns momentos de silêncio, que se transformem em quietude interior. 

A agitação, a balbúrdia, o falatório, desarmonizam os centros emocionais do equilíbrio. 

Cala mais do que fala. 

Reflexiona antes de expender a tua opinião. 

Ouve a zoada e alija-te do burburinho, preservando-te em paz. 

Este comportamento é salutar para todos os momentos da tua vida.


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Problemas sociais...

Todos falam
Em problemas sociais
Mas poucos pugnam
Por soluções globais

O interesse pessoal
Fruto do egoísmo
Sobrepõe-se ao bem geral
Levando-nos ao abismo

Desemprego, lutas,
Cataclismos, violência,
São típicos d’uma sociedade
Em estado de decadência

A solução foi dada
Há dois mil anos
Jesus ensinou o Amor
Que impede mil enganos

Fazer ao outro
O que para si gostaria,
É a solução social
Que a paz traria

Na perturbação
Confia na espiritualidade
Que nunca nos falta
No meio da dificuldade

Quando o problema vier
Trazendo perturbação
Rejeita o suicídio
Que jamais é solução

Com calma, confiança,
Esforço e humildade
Juntos ultrapassarão
Tempos de impiedade

Logo mais virão
Novos espíritos, superiores,
Que pela reencarnação
Acabarão com os horrores

Uns irão embora
Para não mais voltar
Enquanto espíritos nobres
Estão a reencarnar

E assim se cumprirá
A profecia que não erra
Bem-aventurados os mansos
Porque herdarão a Terra.

Poeta alegre
Psicografia de JC recebida no ENL em 5 de Março de 2012, em Óbidos, Portugal.